4 de junho de 2012

Nome, alcunha, apodo ou apelido


Nome, alcunha, apodo ou apelido




Num artigo recente o Deputado Kennedy Nunes era chamado de Clarikennedy Nunes, seu nome real, e teve quem não gostou. Entendeu que se o deputado ou qualquer outro cidadão que adotar um nome diferente daquele com que foi inscrito no registro civil tem todo o direito de fazê-lo e quem insista em usar seu nome “oficial” o estaria fazendo para constrangê-lo. Há dezenas, se não centenas, de casos conhecidos de figuras publicas que são mais conhecidas pelo seu pseudônimo ou seu nome de guerra que pelo nome que consta na sua carteira de identidade. Em Joinville quem não se lembra do prefeito Luiz Gomes, o “nosso Lula”? Ele não chegou ao extremo de incorpora-lo na sua documentação, como o outro Lula fez.

Entre artistas, cantores, músicos e outros personagens do mundo da arte é comum que sejam adotados nomes artísticos. Na sua escolha entram desde a numerologia, até a semelhança com outros nomes conhecidos, a maior eufonia, o grafismo e por aí afora.
A diferença reside entre o que se espera de uns e outros, em quanto de uns se espera e se busca sinceridade, transparência e credibilidade, dos outros o que se espera e deseja é exatamente o contrario. São eles que nos abrem as portas da fantasia, da imaginação, do irreal. Não há nada de errado em que os nomes de Tonico e Tinoco fossem em realidade João e José Salvador Perez, ou se a dupla Leandro e Leonardo se chamavam Luis José e Emival Eterno. Se Pele é na realidade Edson Arantes do Nascimento ou Xuxa é Maria das Graças Meneghel ninguém se importa muito. Mas se um político é capaz de não usar nem seu nome verdadeiro, sobre que outras coisas também poderá não dizer a verdade? 

Toda esta historia lembrou-me de uma anedota que o meu avô contava. Existia naquela época uma lei que permitia trocar o nome no registro civil, quando o nome fosse considerado ofensivo ou gerasse constrangimento. Um vizinho se dirigiu ao cartório para solicitar a troca do nome. O escrivão informou que mesmo existindo uma lei que permitia a troca, ela estava prevista só para casos excepcionais e quis saber qual era o nome do cidadão, que buscava se acolher a tal beneficio. O meu nome é João Bosta. Sem precisar de nenhum questionamento adicional o escrivão iniciou o procedimento para a troca do nome. A seguinte pergunta foi: E qual é o nome que o senhor escolheu para a troca? José, José Bosta.

3 de junho de 2012

Um pouco de sujeira faz bem


Um pouco de sujeira é bom e faz bem.


O mesmo noticiário que traz a cada dia toneladas de noticias sobre a sujeira política. Esta sujeira que parece não nos atingir e frente a que alguns até desenvolveram imunidade, traz a noticia que um pouco de sujeira é bom e até faz bem. A noticia não faz referencia a esta sujeira política nefasta, deste tipo de sujeira nenhuma quantidade é aceitável. 


A informação é que médicos e cientistas  europeus descobriram o que o bom senso já preconizava, que o excesso de higiene esta nos matando.
Ótima noticia para um país que ainda tem índices  de esgoto tratado, comparáveis aos de Timboktou? Nada disso. A mesma higiene que tem reduzido as doenças infecciosas, tem feito aumentar as doenças do sistema imunológico, a ausência de algumas bactérias influi no aumento da diabetes, a obesidade ou as alergias.


A cultura  que tem se estabelecido de proteger as crianças numa redoma de vidro, esta produzindo uma nova geração mais vulnerável a novas doenças, claro que a higiene é boa e devemos ser limpos e lavar as mãos com frequência. Só que junto com as bactérias nocivas convivem bactérias benéficas que com o excesso de higiene e limpeza acabam sendo eliminadas e perdemos a proteção que elas nos propiciam. 


Frente a esta febre pela assepsia, os médicos recomendam o bom e velho bom senso, quando uma criança leva um objeto a boca, esta desenvolvendo também os anti-corpos que o protegerão no futuro. As dermatites tem duplicado nos últimos 10 anos. Os remédios, a alimentação e o contato com a natureza influem para desenvolver maior ou menor resistência. As crianças que convivem com animais tem menos alergias. E para concluir em época de diversidade, os estudos descobrem que a flora  intestinal é o ecossistema mais populoso da terra.


Pode ser por isto que depois da queda do muro de Berlim, foi possível comprovar que a incidência de alergias, asma e outras patologias era menor entre os habitantes da Berlim oriental e maior entre os habitantes da rica, limpa Berlin ocidental, com maior acesso também a antibióticos a vacinas.


É inimaginável, que a luz destas informações, Joinville deixe de dar prioridade a implantação do saneamento básico. Reduzir as doenças originadas pela falta de higiene, pelas valas a céu aberto e pelo abandono, deve ser uma obsessão de todo administrador publico. O problema do excesso de higiene esta longe da maioria dos nossos bairros. Se por um lado não corremos o risco de contrair as doenças ligadas ao excesso de higiene, pelo outro estamos sujeitos a contrair outras que deveriam ter sido erradicadas faz anos.


Publicado no jornal A Noticia de Joinville SC

Suficiência ou eficiência?


Na coluna do jornalista Claudio Loetz, no jornal A Noticia de hoje o Eng. Mario Aguiar, presidente eleito da ACIJ declara que:

  “Joinville precisa ter planejamento mais estruturado. O Ippuj não tem equipe suficiente para dar conta das demandas, que crescem muito. Há demandas por melhor mobilidade, por mais conforto, com parques, por exemplo.”

Se a mesma frase tivesse sido pronunciada, como já o foi em varias ocasiões por algum membro da KGB, (grupo de arquitetos e urbanistas que tem se posicionado contrario a mediocridade do planejamento urbano oficial e tem defendido e proposto outras soluções as apresentadas) produziria uma saraivada de queixas, lamentos e declarações insufladas das autoridades responsáveis pelo planejamento urbano oficial e deixaria muita gente ofendida nos corredores do IPPUJ.

O único reparo a frase de Mario Aguiar é que o foco do planejamento urbano de Joinville deve ser a eficiência das propostas e das soluções e não na suficiência.
Dos resultados insuficientes, já estamos suficientemente cansados.

2 de junho de 2012

Caderno de viagem


Banco Aliado - Cidade do Panama

O novo ícone da cidade 

Cidade do Panamá a nova Miami


O céu é o limite

No outro lado da baia o casco antigo esta preservado e em pleno processo de reconstrução mantendo os padrões originais de construção, recuperando velhas técnicas construtivas e preservando a historia.
Porque não se faz desenvolvimento a qualquer custo.

Casco Antigo - Cidade do Panamá



1 de junho de 2012

Busca-se OP e outras promessas de campanha


Busca-se o OP e outras promessas de campanha

A vida dos políticos é feita de promessas, a maioria sem cumprir. Aqui em Joinville as promessas por cumprir são mais e maiores que as cumpridas e elas formam parte da nossa historia desde a epoca colonial, quando os primeiros colonizadores encontraram nestas terras uma realidade bem diferente da oferecida pelos marqueteiros da Companhia Colonizadora de Hamburgo.

Esta pratica não é nova, mas ultimamente tem aumentado de forma vertiginosa. Por citar alguns exemplos recentes: A despoluição do Rio Cachoeira, primeiro foram os R$ 80 milhões que permitiriam a recuperação do rio, depois e como os prometidos milhões nunca apareceram, a promessa foi a instalação do Flot-flux, além da instalação de uma maquete na própria praça Dario Salles, até chegou a ser construída uma unidade, que hoje só serve para acumular detritos e lixo que o rio traz. A construção de uma hidrovia que uniria São Francisco do Sul e Joinville e permitiria oferecer uma nova alternativa de transporte para atender a crescente demanda das duas metrópoles do norte do estado, nunca foi uma realidade econômica viável, a pesar do investimento feito com recursos públicos. Sem precisar nos remontar a época em que os sambaquianos ocupavam estas costas a Beira mangue é outra promessa esquecida. O projeto do teleférico que permitiria o transporte rápido de passageiros entre o Bairro Boa Vista e o Centreventos, se une ao projeto de um túnel por baixo do morro do Boa Vista. Poderíamos citar dezenas de promessas nunca concretizadas e que caem no esquecimento rapidamente, não sem antes contribuir para a eleição de um ou outro charlatão.

Na ultima eleição algumas das promessas que se somaram a esta lista interminável, foram a de implantar 70% de esgoto tratado e o Orçamento Participativo, (OP) entre outras muitas que a imprensa registrou no chamado promessômetro. O OP foi uma destas bandeiras que o PT desfraldou durante a campanha e que poderia ser identificada com o jeito PeTista de governar. Escutando a sociedade e compartilhando a responsabilidade de administrar uma parte, mesmo que menor dos recursos públicos. É verdade que no primeiro ano de governo houve um intento para que fosse posto em pratica, menos de 30% dos recursos destinados ao OP foram efetivamente aplicados, no segundo ano ainda se convocaram as assembleias para escolher os representantes de cada bairro e pouco mais aconteceu, neste ponto gostaria de esquecer a pressão para que os representantes eleitos escolhessem como obras prioritárias do OP, algumas das previstas no plano de governo. Entendo que foi um erro menor. Houve excesso de entusiasmo e falta de capacidade para por em pratica a teoria. No terceiro ano de governo, definitivamente o OP desapareceu, sumiu, nem convocatórias foram feitas para eleger os novos delegados.

A credibilidade do OP entrou em crise e para evitar um vexame maior e não precisar escutar as reclamações dos moradores que participaram de inúmeras reuniões para escolher as obras e priorizar as mais importantes para cada bairro a decisão foi a de abandonar o projeto do Orçamento Participativo, contar com que a população logo acabaria por esquecer a ideia ou desistiria de participar de um projeto que não dispunha nem de recursos, nem de capacidade de execução e cuja obra mais significativa foi a calçada do 62 BI. O OP se converteu em uma promessa mais a incluir a lista das não cumpridas.

31 de maio de 2012

Para pensar acordado

"A consequência de não pertencer a nenhum partido será a de que os incomodarei a todos."


Lord Byron
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